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Volta às aulas e otite
Otite na volta às aulas: por que os casos aumentam e como prevenir.
Com o fim das férias e o retorno à rotina escolar, é comum observar um aumento no número de casos de otite, especialmente entre crianças. Esse cenário preocupa muitos pais e responsáveis, já que a otite pode causar dor, desconforto e até prejuízos temporários à audição quando não tratada adequadamente.
Mas por que isso acontece justamente na volta às aulas? A resposta está na combinação de diversos fatores típicos desse período.
Por que a otite é mais comum no retorno às aulas?
Maior circulação de vírus e bactérias.
Com a volta ao convívio escolar, as crianças passam a ter contato mais próximo umas com as outras. Isso facilita a transmissão de gripes, resfriados e viroses respiratórias, que frequentemente antecedem a otite média, o tipo mais comum em crianças.
Disfunção da tuba auditiva.
Infecções respiratórias, rinite e alergias causam inflamação e acúmulo de secreção no nariz e na garganta. Essa inflamação compromete o funcionamento da tuba auditiva, estrutura que liga o ouvido ao nariz, favorecendo o acúmulo de líquido no ouvido médio e o surgimento da otite.
Imunidade mais baixa após as férias.
Mudanças na rotina, noites mal dormidas, alimentação irregular e viagens podem enfraquecer temporariamente o sistema imunológico. Com isso, a criança fica mais vulnerável a infecções no retorno às atividades escolares.
Ambientes fechados e climatizados.
Salas de aula com pouca ventilação e uso frequente de ar-condicionado contribuem para o ressecamento das vias aéreas, aumentando o risco de infecções respiratórias e, consequentemente, de otites.
Maior suscetibilidade das crianças pequenas.
Em bebês e crianças menores, a tuba auditiva é mais curta e posicionada de forma mais horizontal. Isso facilita a chegada de secreções e microrganismos ao ouvido, tornando essa faixa etária mais propensa à otite.
Principais sintomas de otite em crianças.
É importante ficar atento aos sinais e procurar avaliação médica caso os sintomas persistam. Os mais comuns são:
- Dor de ouvido;
- Febre;
- Irritabilidade e choro frequente;
- Diminuição da audição;
- Saída de secreção pelo ouvido.
Como prevenir a otite na volta às aulas.
Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o risco de otite nesse período:
- Incentivar a higiene frequente das mãos;
- Garantir uma rotina de sono adequada;
- Manter as vacinas da criança sempre em dia;
- Tratar corretamente rinite e alergias;
- Evitar que crianças e adolescentes com sintomas gripais frequentem a escola.
A otite na volta às aulas é comum, mas pode ser prevenida e tratada com orientação adequada. Diante de qualquer sinal persistente, procure um médico otorrinolaringologista para avaliação e tratamento corretos. Cuidar da saúde auditiva desde a infância é fundamental para o desenvolvimento e o bem-estar da criança.
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