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Hiperacusia: quando os sons do dia a dia passam a incomodar
Um ventilador, a televisão, o trânsito ou uma conversa podem parecer sons completamente normais. Mas e quando eles passam a causar incômodo, irritação ou até dor?
Essa sensibilidade aos sons pode estar relacionada à hiperacusia, uma alteração caracterizada pela redução da tolerância a sons que, para a maioria das pessoas, apresentam intensidade normal ou suportável.
O problema não significa que a pessoa esteja “ouvindo melhor”. Na hiperacusia, determinados sons podem ser percebidos como excessivamente intensos ou desconfortáveis, mesmo quando não parecem altos para outras pessoas.
Por isso, quando essa mudança começa a fazer parte da rotina, é importante investigar.
O que é hiperacusia?
A hiperacusia é uma alteração na tolerância aos sons. Ruídos comuns do cotidiano, que normalmente seriam facilmente suportados, podem provocar desconforto significativo, irritação ou dor.
Entre os sons que podem causar incômodo estão:
- televisão;
- trânsito;
- conversas;
- eletrodomésticos;
- ventiladores;
- ambientes com muitas pessoas.
A intensidade do desconforto pode variar de uma pessoa para outra. Em alguns casos, a sensibilidade pode ser tão grande que leva à necessidade de evitar determinados ambientes ou situações.
Quais são os sintomas da hiperacusia?
O principal sinal é o incômodo desproporcional diante de sons cotidianos. Mas outros sintomas também podem estar presentes.
A pessoa pode apresentar:
- dor ou desconforto nos ouvidos;
- sensação de pressão ou ouvido tampado;
- cansaço após permanecer em ambientes barulhentos;
- necessidade de evitar determinados locais;
- aumento da sensibilidade a ruídos cotidianos;
- zumbido associado.
Quando esses sintomas começam a interferir no trabalho, no convívio social, nas atividades do dia a dia ou no bem-estar, é importante buscar avaliação.
Hiperacusia e misofonia são a mesma coisa?
Não. Embora possam parecer semelhantes, hiperacusia e misofonia são condições diferentes.
Na hiperacusia, o incômodo está principalmente relacionado à intensidade dos sons. Ruídos considerados suportáveis para outras pessoas podem ser percebidos como excessivamente incômodos ou até dolorosos.
Já na misofonia, determinados sons específicos podem desencadear reações emocionais intensas, mesmo quando apresentam baixa intensidade. Entre os exemplos estão sons como mastigação, cliques ou determinados ruídos produzidos por outras pessoas.
Por isso, identificar corretamente o tipo de sensibilidade é importante para direcionar a investigação e a abordagem adequada.
O que pode causar hiperacusia?
A hiperacusia pode estar relacionada a diferentes situações e condições. Entre elas estão:
- exposição prolongada a ruídos intensos;
- algumas alterações auditivas;
- infecções;
- determinados medicamentos;
- doenças otorrinolaringológicas.
Em alguns casos, a hiperacusia pode aparecer associada ao zumbido ou após alguma alteração auditiva.
Por esse motivo, não existe uma única causa para todos os casos. Investigar a origem dos sintomas é uma etapa importante para definir a melhor abordagem.
Quando procurar um otorrinolaringologista?
Se sons que antes eram toleráveis passaram a provocar dor, desconforto intenso, irritação ou vontade de evitar determinados ambientes, vale a pena investigar.
A avaliação com um otorrinolaringologista pode ajudar a identificar possíveis alterações auditivas e outras condições relacionadas aos sintomas.
Sentir desconforto com sons não significa simplesmente ser “mais sensível”. Quando a sensibilidade interfere na qualidade de vida, ela merece atenção.
Hiperacusia tem tratamento?
A abordagem depende da causa, dos sintomas e das características de cada pessoa. Por isso, a avaliação individualizada é fundamental.
Existem recursos e tratamentos que podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a relação com os sons do dia a dia.
Se você percebeu que sons comuns passaram a incomodar mais do que antes, não ignore essa mudança.
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